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Reforma tributária: o que muda para 2026?

Reforma tributária o que muda para 2026

A Reforma Tributária já foi aprovada pelo Congresso Nacional e está sendo regulamentada por meio de leis complementares. Com isso, 2026 será o primeiro ano de aplicação prática do novo sistema, marcando o início de uma transição que vai até 2033.

Embora a mudança completa demore alguns anos, as empresas precisam se preparar desde já, pois 2026 trará as primeiras mudanças concretas no dia a dia tributário de empreendedores, prestadores de serviços e consumidores.

Neste artigo, a equipe da Brug Contabilidade explica de forma clara e objetiva o que muda com a Reforma Tributária em 2026, como isso afeta as empresas na prática, quais cuidados devem ser tomados e como fazer um planejamento fiscal inteligente para evitar prejuízos.

O que é a Reforma Tributária?

A Reforma Tributária foi consolidada por meio da Emenda Constitucional nº 132/2023, com o objetivo de substituir o atual sistema de tributos sobre o consumo, considerado um dos mais complexos do mundo. Em seu lugar, será adotado um modelo mais simples, transparente e eficiente, baseado em dois impostos principais:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – de competência federal, que substituirá PIS e Cofins.

  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – de competência estadual e municipal, que substituirá ICMS e ISS.

A transição ocorrerá de forma escalonada entre 2026 e 2033, permitindo que empresas e governos se adaptem gradualmente às novas regras.

O que muda em 2026 com a Reforma Tributária?

Embora 2026 seja apenas o primeiro ano da transição, ele marca o início oficial da aplicação do novo sistema, com mudanças reais para contribuintes. A principal novidade será a cobrança da CBS teste, além de adaptações em sistemas fiscais e contábeis.

Vamos aos detalhes:

1. Início da cobrança da CBS (versão teste)

A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) começará a ser cobrada em 2026 com alíquota simbólica de 1%, aplicável sobre receitas de bens e serviços tributáveis.

Essa alíquota reduzida tem caráter experimental, servindo como teste de sistema, escrituração e apuração, sem substituir os tributos atuais (PIS e Cofins continuam em vigor neste ano).

O que isso significa na prática?

  • As empresas passarão a recolher CBS com alíquota de 1% sobre suas receitas;

  • Esse valor será cumulativo com o PIS e Cofins;

  • Será necessário escriturar o novo imposto, emitir documentos fiscais com destaque da CBS e se adaptar aos novos layouts exigidos pelo fisco.

👉 Importante: mesmo sendo simbólica, a CBS teste exigirá ajustes contábeis, de sistemas ERP e de emissão de nota fiscal.

2. Obrigação de adaptação aos novos sistemas

2026 será um ano de adaptação tecnológica e operacional. A CBS e, futuramente, o IBS exigem um modelo mais avançado de escrituração digital, com informações mais completas e integradas.

As empresas precisarão:

  • Atualizar seus sistemas de emissão de notas fiscais;

  • Adequar os sistemas de contabilidade e ERP à nova estrutura de tributos;

  • Capacitar suas equipes para lidar com dupla tributação e escrituração paralela;

  • Ajustar seus relatórios contábeis e fiscais para apuração da nova contribuição.

O que não muda ainda em 2026?

Apesar do início da CBS, os demais tributos continuam existindo em 2026:

  • PIS e Cofins continuam sendo cobrados normalmente;

  • ICMS e ISS permanecem ativos e com as regras atuais;

  • Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real seguem com suas estruturas inalteradas;

  • Obrigações acessórias como SPED, EFD Contribuições, GIA e DCTF permanecem vigentes.

Ou seja, em 2026, a CBS entra como mais um tributo, e não como substituto dos antigos.

Como as empresas devem se preparar para 2026?

Mesmo que a CBS de 1% pareça “leve”, o impacto operacional e estratégico pode ser relevante. As empresas precisam se antecipar para evitar problemas de compliance fiscal e oportunizar ajustes no modelo tributário.

Veja como se preparar:

1. Faça um diagnóstico fiscal completo

Analise como sua empresa está estruturada hoje:

  • Quais são os tributos pagos?

  • Qual o regime tributário atual?

  • Existem créditos de PIS e Cofins?

  • Como será o impacto da nova alíquota?

A Brug Contabilidade pode ajudar nesse diagnóstico detalhado e gratuito.

2. Atualize os sistemas de gestão

Empresas que utilizam ERPs desatualizados terão dificuldades para lidar com a CBS e, futuramente, com o IBS. É fundamental verificar com o fornecedor:

  • Se o sistema será compatível com o layout da CBS;

  • Como será feita a escrituração;

  • Se o XML da nota fiscal precisará de ajustes.

3. Treine a equipe fiscal e contábil

A equipe precisa entender:

  • Como destacar corretamente a CBS nas notas;

  • Como escriturar esse novo tributo;

  • Como evitar erros de apuração e pagamento.

A capacitação do time será crucial para uma transição segura.

4. Reavalie o seu regime tributário

Com a chegada da CBS e, em 2027, da versão definitiva com alíquota cheia, o regime mais vantajoso para sua empresa pode mudar.

Por exemplo:

  • Empresas no Simples Nacional podem deixar de ter vantagens em relação a outros regimes;

  • Negócios que hoje estão no Lucro Presumido podem pagar mais impostos com a alíquota cheia da CBS+IBS;

  • O Lucro Real, em certos casos, poderá se tornar mais vantajoso, devido ao aproveitamento de créditos.

Planejar essa possível migração de regime exige estratégia, simulação e orientação especializada.

CBS: quais setores devem prestar mais atenção?

Mesmo com alíquota reduzida, a CBS representa um alerta especialmente para empresas dos seguintes setores:

  • Serviços em geral, como consultórios, clínicas, escritórios e agências;

  • Comércio varejista, que pode ter aumento de carga ao longo da transição;

  • Empresas com margens apertadas, que sentirão qualquer acréscimo de imposto;

  • Empresas que não aproveitam créditos hoje, mas que precisarão se adaptar à lógica não cumulativa.

A CBS não será um problema apenas fiscal — ela também afeta a precificação, a margem e o fluxo de caixa do negócio.

A CBS será compensável em 2027?

Sim. A CBS paga em 2026 será compensável com a CBS definitiva a partir de 2027, segundo o texto da Reforma. Isso significa que o valor recolhido nesse primeiro ano servirá de crédito no ano seguinte, evitando bitributação.

Ainda assim, será necessário controle rigoroso:

  • Escrituração detalhada;

  • Armazenamento de documentos;

  • Apresentação correta das notas com destaque da CBS.

Conclusão

2026 marca o início prático da Reforma Tributária, com a cobrança da CBS em alíquota teste e a necessidade de ajustes reais nas rotinas das empresas.

O cenário ainda é de transição, mas quem se antecipa agora garante mais segurança, controle e oportunidades de redução de carga nos próximos anos.

A Brug Contabilidade está preparada para ajudar sua empresa a atravessar essa mudança com eficiência, clareza e planejamento. Contamos com uma equipe técnica especializada em reforma tributária, análise de regime fiscal e estruturação contábil, sempre pronta para oferecer soluções personalizadas.

👉 Entre em contato com a Brug Contabilidade e prepare sua empresa para 2026 com quem entende do assunto.

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